Neste artigo
Segundo a Folha de S.Paulo, o zika pode comprometer o processamento cerebral dos sons e a linguagem de crianças com microcefalia associada à síndrome congênita. A pesquisa com participação da Unesp identificou respostas auditivas atípicas. A graduação em Fonoaudiologia prepara profissionais para avaliar e acompanhar audição, comunicação e desenvolvimento linguístico.
Em resumo
- O zika pode prejudicar a diferenciação dos sons da fala e o desenvolvimento da linguagem em crianças com microcefalia, segundo a Folha de S.Paulo.
- A pesquisa avaliou 20 crianças por meio de testes auditivos e escalas de desenvolvimento da linguagem.
- A Fonoaudiologia participa da avaliação da audição, da linguagem e do acompanhamento do desenvolvimento infantil.
- A mensalidade de Fonoaudiologia EAD na Pitágoras é de R$ 313,49, com desconto de 43% no catálogo do Bolsa Click.
Como o zika afeta a audição de crianças com microcefalia?
Segundo a Folha de S.Paulo, o estudo encontrou um padrão atípico no processamento cerebral dos sons da fala em crianças com microcefalia causada pelo zika, acompanhado por prejuízos nas habilidades de linguagem.
A audição não depende apenas de o ouvido captar um som. O cérebro também precisa interpretar as informações recebidas, perceber diferenças acústicas e relacioná-las à comunicação. A pesquisa observou dificuldades justamente nesse processamento, o que pode afetar a forma como a criança distingue sons e desenvolve a linguagem.
O trabalho foi conduzido no Nordeste e reuniu 20 crianças. Um grupo tinha 10 crianças com microcefalia associada ao zika, com idade média de 25 meses. O grupo de comparação também tinha 10 participantes, com idade média de 29 meses, segundo a Folha de S.Paulo.
Os pesquisadores apresentaram as sílabas ba e da a 70 dB e registraram como o sistema nervoso reagia aos estímulos. Também analisaram funções auditivas, visuais, receptivas e expressivas relacionadas à linguagem. A combinação dos testes mostrou que as alterações auditivas observadas estavam ligadas ao desenvolvimento linguístico atípico.
Por que a descoberta sobre zika e audição é importante?
A descoberta ajuda a caracterizar efeitos da síndrome congênita do zika que precisam ser considerados no acompanhamento auditivo e linguístico das crianças, segundo a Folha de S.Paulo.
O estudo teve caráter observacional e de avaliação. Portanto, ele não demonstrou que uma intervenção específica consegue reverter os prejuízos. A pesquisa indica, porém, uma necessidade de investigar formas de estimulação auditiva e linguística durante o desenvolvimento infantil.
A pesquisadora responsável destacou que o período entre 0 e 24 meses merece atenção em estudos futuros sobre intervenção precoce. A matéria também informa que ainda faltam protocolos específicos de atendimento para crianças com microcefalia decorrente da infecção materna pelo zika.
Esse cenário aproxima pesquisa científica, atendimento clínico e políticas públicas. Profissionais interessados nessa interface podem conhecer também os trabalhos de quem atua em pesquisa e aplicação de vacinas nos cursos da saúde, além das possibilidades de formação em Saúde Materno-Infantil e Saúde Pública.
Que curso prepara para investigar audição e linguagem?
A graduação em Fonoaudiologia prepara profissionais para estudar e avaliar audição, linguagem, fala e comunicação, áreas diretamente relacionadas aos efeitos investigados pela pesquisa sobre zika e microcefalia.
Na notícia, a investigação foi conduzida por uma docente do Departamento de Fonoaudiologia da Unesp. O trabalho envolveu testes de potenciais evocados auditivos, análise das respostas cerebrais aos sons da fala e avaliação de funções relacionadas ao desenvolvimento da linguagem.
Durante a formação, o estudante entra em contato com conhecimentos sobre o sistema auditivo, aquisição da linguagem, avaliação clínica e acompanhamento de diferentes públicos. A atuação em pesquisa também exige leitura científica, definição de métodos, registro de resultados e interpretação cuidadosa dos dados.
A oferta disponível no catálogo permite comparar o valor com bolsa e a mensalidade sem desconto:
| Rede | Mensalidade com bolsa | Mensalidade sem bolsa | Desconto | Duração |
|---|---|---|---|---|
| Pitágoras | R$ 313,49 | R$ 553,33 | 43% | 48 meses |
Quem pretende seguir essa área pode consultar as bolsas de Fonoaudiologia EAD disponíveis no Bolsa Click. Cadastro grátis, sem taxa de adesão.
Perguntas frequentes
O zika causa apenas problemas no ouvido?
O estudo relatado pela Folha de S.Paulo não limitou os efeitos ao ouvido. Os pesquisadores identificaram alterações na resposta cerebral aos sons e dificuldades ligadas à linguagem. A aquisição da linguagem depende da captação auditiva e do funcionamento das estruturas cerebrais que interpretam e diferenciam os sons da fala.
A pesquisa da Unesp comprovou um tratamento para os prejuízos auditivos?
A pesquisa com participação da Unesp não comprovou um tratamento. Segundo a Folha de S.Paulo, o estudo foi observacional e avaliou respostas auditivas e habilidades linguísticas. Os resultados indicam caminhos para novas investigações sobre estimulação precoce, mas os possíveis efeitos dessa intervenção ainda precisam ser estudados.
Como a Fonoaudiologia se relaciona com a síndrome congênita do zika?
A Fonoaudiologia se relaciona com a avaliação da audição, da linguagem e da comunicação das crianças afetadas. Na pesquisa noticiada pela Folha de S.Paulo, testes auditivos e escalas de desenvolvimento ajudaram a identificar padrões atípicos. Esse trabalho pode apoiar o acompanhamento clínico e a produção de conhecimento para pesquisas futuras.
Fonte: Pesquisa da Unesp revela prejuízo auditivo em crianças com microcefalia afetadas pelo zika, Folha de S.Paulo, 17/10/2026.



