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Diabetes pode causar perda auditiva? Veja o estudo

Revisão citada pela Folha associa diabetes a comprometimento auditivo e mostra por que a Fonoaudiologia integra esse cuidado em saúde.

Larissa Carvalho··5 min
Homem faz teste de visão com tabela em clínica, cena ligada ao cuidado sensorial de pessoas com diabetes

Sim, o diabetes pode estar associado à perda auditiva moderada ou grave. Segundo a Folha de S.Paulo, uma revisão de pesquisas encontrou maior probabilidade desse comprometimento entre adultos com a doença. A graduação em Fonoaudiologia prepara profissionais para avaliar a audição e acompanhar pacientes em conjunto com outras áreas da saúde.

O diabetes pode causar perda auditiva?

O diabetes pode contribuir para o comprometimento auditivo, embora a relação não signifique que toda pessoa com a doença terá dificuldade para ouvir. Segundo a Folha de S.Paulo, os resultados apontam uma associação que merece atenção no acompanhamento de saúde.

Em 23 pesquisas consideradas na revisão, 24% dos participantes com diabetes apresentaram perda de pelo menos 40 decibéis. A Folha explica que, nesse nível, compreender uma conversa já pode se tornar difícil. Outra comparação identificou uma associação de 2,41 vezes com alterações classificadas como moderadas ou graves.

Uma hipótese discutida pelos pesquisadores envolve os efeitos da glicose persistentemente elevada sobre vasos muito pequenos e componentes nervosos do ouvido interno. A cóclea, estrutura ligada ao processamento dos sons, poderia ser afetada por um mecanismo semelhante ao observado em outras complicações relacionadas ao diabetes.

O resultado não prova que o diabetes seja a causa isolada de toda alteração auditiva. A revisão reúne evidências de associação e indica a necessidade de observar a audição dentro de um cuidado mais amplo, considerando avaliação profissional e as características de cada paciente.

Por que a relação entre diabetes e audição merece atenção?

A relação merece atenção porque a redução da audição pode avançar sem ser percebida logo no começo. Segundo a Folha de S.Paulo, os autores defendem que a avaliação auditiva seja incorporada ao acompanhamento das pessoas com diabetes.

No recorte de adultos com menos de 60 anos, a ligação entre diabetes e comprometimento auditivo apareceu com mais força. Entre participantes acima dessa idade, a revisão não encontrou associação estatística clara. Uma possível explicação apresentada é que alterações ligadas ao envelhecimento dificultem separar os efeitos de cada fator.

O período de convivência com a doença também foi observado. Participantes com diagnóstico havia menos de 10 anos apresentaram associação de 2,68 vezes com perda moderada ou grave, em comparação com pessoas sem diabetes. Os dados disponíveis não permitiram confirmar se essa probabilidade cresce continuamente com o passar do tempo.

Para estudantes da área da saúde, o caso mostra por que o atendimento integrado é importante. A Fonoaudiologia examina funções auditivas e acompanha necessidades de comunicação. A Biomedicina pode contribuir com exames laboratoriais, enquanto a Nutrição participa do cuidado alimentar relacionado ao controle metabólico. Cada profissão atua dentro de suas competências.

Quem deseja entender melhor o funcionamento da doença também pode consultar o conteúdo sobre diabetes, insulina e glicose no organismo. Para avaliar outras pesquisas que envolvem audição, há uma análise sobre Zika, saúde auditiva e Fonoaudiologia.

Que curso prepara para trabalhar com saúde auditiva?

A graduação em Fonoaudiologia prepara profissionais para avaliar a audição, identificar alterações funcionais e participar do acompanhamento de pacientes. A formação também aborda comunicação, linguagem, voz e outras funções relacionadas à atuação fonoaudiológica.

A notícia dialoga diretamente com a Fonoaudiologia porque a identificação de dificuldades auditivas exige avaliação específica. O profissional pode realizar procedimentos próprios da área, orientar pacientes e familiares e colaborar com equipes formadas por diferentes especialidades da saúde.

A modalidade EAD concentra parte dos estudos em ambiente virtual, mas a organização das atividades acadêmicas e práticas depende da instituição. Antes da matrícula, o estudante deve conferir a matriz curricular, os locais de apoio, os requisitos presenciais e as condições apresentadas para sua oferta.

RedeMensalidade com bolsaMensalidade sem bolsaDescontoDuração
UnimeR$ 359,49R$ 610,0041%48 meses
PitágorasR$ 359,49R$ 610,0041%48 meses
AnhangueraR$ 363,44R$ 603,3040%48 meses

Os valores e descontos estão no catálogo do Bolsa Click e podem ser consultados na busca por bolsas de Fonoaudiologia EAD. Quem compara diferentes profissões da saúde também pode conhecer cursos ligados à aplicação e à pesquisa em saúde. Cadastro grátis, sem taxa de adesão.

Perguntas frequentes

Toda pessoa com diabetes terá perda auditiva?

Não. A revisão divulgada pela Folha de S.Paulo encontrou uma associação entre diabetes e maior probabilidade de comprometimento auditivo, mas isso não significa que o problema ocorrerá em todos os pacientes. A condição auditiva depende de avaliação individual, e qualquer dificuldade para compreender conversas ou perceber sons deve ser examinada por um profissional habilitado.

Qual profissional avalia dificuldades de audição?

O fonoaudiólogo é o profissional formado para avaliar funções auditivas e trabalhar com prevenção, identificação, orientação e acompanhamento dentro de sua área de competência. Quando há diabetes ou outra condição clínica envolvida, o cuidado pode reunir diferentes profissionais, pois a avaliação da audição não substitui o acompanhamento médico e metabólico do paciente.

É possível estudar Fonoaudiologia na modalidade EAD?

Sim, o catálogo do Bolsa Click apresenta ofertas de graduação em Fonoaudiologia EAD da Unime, Pitágoras e Anhanguera. A mensalidade com bolsa começa em R$ 359,49, e a duração informada é de 48 meses. O candidato deve consultar a organização acadêmica de cada oferta, principalmente as atividades práticas e os compromissos presenciais previstos pela instituição.

Fonte: Um em cada quatro adultos com diabetes tem perda auditiva, aponta estudo, Folha de S.Paulo, 25/10/2026.

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